À Conversa com fãs - Alexandre Galdino




Hoje vamos até ao outro lado do Atlântico para falar com Alexandre Galdino, AFOL brasileiro de 47 anos, um país em que devido a diversas restrições,o LEGO é extremamente caro e nem sempre é fácil encontrar todos os produtos actualmente disponíveis.


1-Fala-nos um pouco de ti, a tua idade, o que é que fazes, e há quanto tempo és fã de LEGO?

Meu nome é Alexandre Galdino, brasileiro da cidade de São Paulo, tenho 47 anos, sou Empresário na Área de Tecnologia e sou fã de LEGO há cerca de 10 anos.

 

2- Qual é a tua primeira memória com LEGO?

Minha primeira memória é de 1999, no Brasil, por questões comerciais e econômicas, a marca Lego sempre foi vista como um "brinquedo caro" dificultando sua popularização.


3- Tiveste alguma dark age? E se sim, o que te levou a regressar ao hobby?

Sempre fui uma pessoa que gostava de montar kits de modelismo, mas o Lego era de difícil acesso, porem meu filho mais novo se despertou para esse universo me trazendo de uma vez por todas a partir de 2011


4- Consideras-te construtor ou coleccionador? Se crias as tuas próprias construções, preferes planear antecipadamente construindo primeiro em formato digital, ou preferes ter as peças na mão? Pode-nos falar e exemplificar um pouco de como é o teu processo construtivo?

Me considero um colecionador que gosta de criar cenários, alterar sets, mas não sou um construtor.



  

5 - Que conjunto ou tema mais te influencia, como fã de LEGO? Existe algum tema que gostarias que a LEGO produzisse?

Possuo diversos temas, tendo pelo menos um de cada tema. Porém a maioria é da Linha City e Creator Expert onde posso criar minha cidade.

Talvez não seja conhecido de muitos, mas um set especial dos Goonies seria fantástico.

 

(Na realidade existe o 71267 "The Goonies Level Pack", de 2017, que fazia parte da LEGO Dimensions)



6 -Tens algum construtor LEGO favorito?

Acompanho vários pelo Instagram e Facebook mas não tenho um favorito. 

 

7 - Neste momento, estás a trabalhar em algum projecto LEGO (não necessariamente construção)? Se sim, podes falar-nos dele?

Estou sempre comprando dentro do possível algum set ou minifigura para aumentar minha coleção e alterar o cenário da minha cidade

 


8 – Como é a tua “oficina” LEGO?

 Por morar em um apartamento não muito grande faço uso da minha mesa de jantar e mandei fazer uma estante especial para guardar meus sets montados e minhas caixas com peças



10 – Tens alguma conta nas redes sociais (Instagram, Facebook, Flickr, etc), onde partilhas as tuas construções?

Sim, desde janeiro de 2018 criei no Instagram o  LEGODOGAB (em homenagem ao Gabriel, meu filho menor que gosta de Lego), fico feliz pois a maioria dos 2700 seguidores são fieis ao universo Lego

 

11 – Fazes parte de alguma LUG?

Não faço

12- Como te vês no hobby daqui a 10 anos?

Lego como produto e empresa se estruturaram bem no mercado mundial com um universo de temas e possibilidades que pode ainda ser muito explorado. No Brasil, tristemente o cenário de forma geral não ajuda, mesmo com a inauguração de algumas lojas e a nova certificada no Rio de Janeiro, preços altos por causa de impostos e importação o tornam um produto caro, e falta de um catálogo mais acessível, principalmente de itens especiais, tornam para os Colecionadores, Criadores e até mesmo o consumidor final algo de difícil acesso.

Mesmo em um mundo tão tecnológico, criar e inventar é uma essência do ser humano e não pode ser abandonada, vida longa ao Universo Lego.


Obrigado Alexandre, e continuação de boas construções.
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